"Quem criou a Bíblia" é uma pergunta que vai além dos autores dos textos — envolve também quem decidiu quais livros fariam parte da Escritura final.
Neste artigo, você entende o processo de canonização e por que Bíblias católicas e protestantes têm cânones diferentes.
"Quem criou a Bíblia" pode ter dois sentidos diferentes: quem escreveu os textos originais, ou quem decidiu quais textos fariam parte do livro final.
A primeira resposta já vimos: cerca de 40 autores humanos, ao longo de 1.500 anos. A segunda envolve um processo chamado canonização.
Canonização é o processo pelo qual líderes religiosos analisaram os textos disponíveis e decidiram quais deles seriam reconhecidos como inspirados por Deus e incluídos na Bíblia oficial.
Para o Novo Testamento, esse processo foi consolidado por volta do século IV d.C., em concílios e discussões entre líderes da Igreja primitiva.
Entre os critérios usados para reconhecer um livro como canônico estavam: autoria apostólica ou ligação direta com um apóstolo, consistência doutrinária com o restante das Escrituras, e amplo uso e aceitação nas igrejas da época.
A diferença de 7 livros entre as versões católica e protestante do Antigo Testamento remonta a decisões de canonização distintas, tomadas séculos depois da formação do cânon original.
Esses livros, chamados deuterocanônicos pelos católicos e apócrifos por parte dos protestantes, geram debate até hoje sobre sua inspiração.
Se você segue a tradição católica, vale conhecer edições que já trazem os 73 livros do cânon completo, com selo Imprimatur.
O processo, chamado canonização, envolveu líderes religiosos analisando critérios como autoria apostólica, coerência doutrinária e aceitação nas igrejas da época.
A tradição cristã entende que os textos foram escritos por autores humanos, mas sob inspiração divina — uma dupla autoria, humana e divina.
O cânon do Novo Testamento foi amplamente consolidado por volta do século IV d.C., embora o Antigo Testamento já estivesse bem estabelecido entre os judeus antes disso.
Por causa de decisões de canonização diferentes ao longo da história, resultando nos 7 livros deuterocanônicos exclusivos do cânon católico.
Sim, textos como o Evangelho de Tomé e o Livro de Enoque não foram considerados canônicos pela maioria das tradições cristãs, apesar de terem circulado na época.